Desde julho, queimadas no estado do Pará continuam acima da média histórica mensal registrada desde 1998, o que colocou a região em situação de emergência devido aos incêndios, informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Em algumas áreas do estado, o céu já não apresenta a cor azul. Enquanto isso, as cidades da região enfrentam aumento no número de doenças respiratórias.
De acordo com o Inpe, o estado registrou o maior índice de focos de incêndio do Brasil em 2024, totalizando 53 mil ocorrências. A previsão é que a nuvem de fumaça proveniente da região tenha uma extensão de cerca de 2 milhões de km².
Período de pico
Municípios paraenses como São Félix do Xingu, Altamira e Novo Progresso destacaram-se pelo número de focos de queimadas.
"O período de seca na Amazônia, que normalmente ocorre de junho a outubro, foi particularmente severo este ano", afirmou Ane Alencar, diretora de Ciências do IPAM e coordenadora do MapBiomas Fogo, ressaltando que o mês de setembro evidenciou a intensificação das mudanças climáticas.