
Moscou: escalada na Síria tem 'rastros ucranianos'

A recente escalada de violência na Síria não está isenta de um "rastro ucraniano", declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, nesta quarta-feira.
"Condenamos veementemente esse ataque, que é liderado por terroristas reconhecidos como tal pelo Conselho de Segurança da ONU. Chamamos a atenção para o fato de que entre eles há muitos combatentes estrangeiros, incluindo de países da antiga União Soviética. Está claro que [o ataque] também não está isento do chamado 'rastro ucraniano'", disse Zakharova durante uma coletiva de imprensa.
Segundo a porta-voz, a Rússia tem recebido informações sobre a cooperação entre os serviços especiais do regime de Kiev e militantes do grupo Hayat Tahrir al Sham. Essa parceria incluiria, entre outros aspectos, o envio de drones e treinamento para sua operação.

"Essa não é a primeira e, infelizmente, não é a última região, pelo que sabemos, onde o regime terrorista de Kiev aplicará sua experiência criminosa. Antes eram os países africanos, agora estamos falando da Síria", criticou Zakharova.
Ela afirmou ainda que os militantes não teriam realizado uma ação tão ousada sem a "instigação de forças externas" interessadas em desencadear novos conflitos armados no país.
"Marca da inteligência ucraniana na Síria"
Na terça-feira, o representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, também destacou o envolvimento da inteligência ucraniana nos recentes ataques.
"Gostaríamos de chamar atenção especial para o rastro da Diretoria Principal de Inteligência da Ucrânia na organização de atividades de combate e no fornecimento de armas para milicianos que operam no sudoeste da República Árabe da Síria", declarou Nebenzia em uma reunião do Conselho de Segurança.
O diplomata afirmou ainda que, na província síria de Idlib, há instrutores militares ucranianos atuando para preparar terroristas para o combate.