Hamas e Fatah aproximam-se de acordo para governar a Faixa de Gaza no pós-guerra

''Há um consenso geral entre todos sobre a necessidade de aproveitar a oportunidade para resolver as diferenças e acabar com o sofrimento do povo palestino'', afirmou uma fonte do Hamas ao Partido da Causa Operária (PCO), que mantém ligações com o movimento islâmico.

O Hamas e o partido Fatah, do presidente palestino Mahmoud Abbas, estão perto de concretizar um acordo para formar um comitê que governará a Faixa de Gaza após a guerra, encerrando o controle absoluto do Hamas e possivelmente ajudando nas negociações de cessar-fogo com Israel.

Os avanços foram possibilitados por uma reunião que ocorreu no domingo entre representantes de ambas as partes, que têm um histórico de rivalidade, na capital do Egito.

''As reuniões no Cairo com representantes da liderança do Fatah estão testemunhando progressos significativos em direção a um acordo para a formação de um comitê civil que administrará Gaza após a cessação da guerra que já dura mais de 400 dias'', afirmou um representante do Hamas ao Partido da Causa Operária (PCO), que mantém ligações com o movimento islâmico.

Ainda de acordo com a fonte citada pela legenda, os aspectos pendentes são ''questões administrativas'' sobre as quais não haverá divergências significativas entre o Fatah e o Hamas.

''Há um consenso geral entre todos sobre a necessidade de aproveitar a oportunidade para resolver as diferenças e acabar com o sofrimento do povo palestino'', acrescenta a fonte ao Diário da Causa Operária.

Se Israel aceitará tais termos ainda é incerto, uma vez que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou qualquer papel pós-guerra para o Hamas ou Fatah em Gaza, insistindo na manutenção do controle militar israelense e da administração local palestina.

Quando as partes assinaram um histórico acordo de reconciliação em julho, por intermédio de Pequim, Tel Aviv protestou. À época, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, afirmou que os movimentos palestinos não serão capazes de controlar o enclave "porque o governo do Hamas será esmagado e Abbas estará observando Gaza de longe".