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Israel contempla um plano de exílio para os líderes do Hamas

A proposta também poderia incluir altos funcionários do movimento que são considerados autores intelectuais dos ataques de 7 de outubro contra o país hebreu.
Israel contempla um plano de exílio para os líderes do HamasGettyimages.ru / Majdi Fathi / NurPhoto

O Governo de Benjamin Netanyahu manteve conversas internas sobre um plano para permitir que alguns dos altos funcionários militares do Hamas se refugiem em um outro país do norte da África ou do Oriente Médio, que poderia ser a Argélia, o Catar ou a Arábia Saudita, informa o Semafor, citando fontes familiarizadas com o assunto através de altos cargos israelenses e norte-americanos.

A proposta foi abordada como uma possível medida para se aproximar do fim da guerra na Faixa de Gaza e forjar uma nova liderança política nos territórios palestinos. Além disso, poderia incluir o exílio de altos funcionários do Hamas, considerados os autores intelectuais dos ataques de 7 de outubro contra Israel e pessoas que participaram neles.

Dentre essas pessoas estão o líder político da organização palestina em Gaza, Yahya Sinwar, e Mohammed Deif, comandante das Brigadas Al Qassam, a ala militar do Hamas.

Alguns funcionários israelenses acreditam que o plano de exilar altos cargos do Hamas poderia fazer parte de um pacote mais amplo de medidas para acabar com as hostilidades, incluindo a libertação de todos os reféns restantes, a deposição de armas por seus combatentes e comandantes de menor posição, bem como o estabelecimento de uma nova administração em Gaza, livre de pessoas ligadas ao Hamas.

O relatório indica que as autoridades israelenses estão considerando se o fim dos combates o mais rápido possível poderia, de alguma forma, reforçar a iniciativa diplomática impulsionada pelos EUA sobre a normalização das relações entre Israel e a Arábia Saudita, que ocorreu antes do início da guerra em Gaza em outubro.