
Novo chefe de Gabinete de Trump defende fim do conflito com Irã — NYT

O recém-nomeado chefe de Gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, aconselhou o presidente dos EUA, Donald Trump, a encerrar gradualmente a guerra com Irã, segundo reportagem do The New York Times.

Durante sua avaliação para o cargo, Miller argumentou que Trump deveria reduzir o conflito, visto que apoiadores próximos consideravam a guerra uma traição à promessa de "não a novas guerras" — fator que teria influenciado a derrota republicana nas eleições de meio mandato.
O revés eleitoral foi amplamente atribuído na imprensa e entre atores políticos à insatisfação com a guerra contra o Irã e o aumento nos preços de combustíveis.
No mesmo dia da nomeação de Miller, porém, explosões foram registradas em Qeshm e Bandar Khamir, no Irã, em uma nova rodada de ataques limitados das forças americanas. Trump admitiu ter realizado "ataques menores, mas efetivos", alegando ter neutralizado um dispositivo antiaéreo em cerca de 15 minutos.
Troca de comando
Trump anunciou que Miller, atual vice-chefe de gabinete, assumiria o posto de chefia em 9 de novembro, substituindo Susie Wiles, conhecida como a "donzela de gelo".

Miller é um quadro de alto comprometimento ideólogico com o movimento MAGA, sendo um dos conselheiros mais próximos de Trump na execução de suas decisões mais drásticas, como o endurecimento da política de imigração e as batidas em massa realizadas pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
O democrata Robert García, que deve liderar o Comitê de Supervisão da Câmara de Representantes na próxima legislatura, já prometeu investigá-lo.
A decisão de Trump ocorreu após sinais de que a posição de Wiles estaria fragilizada, com o presidente excluindo-a de decisões de contratação. Trump justificou que buscava uma mudança e queria dar um passo à frente com alguém que estivesse com ele desde o início.
Segundo levantamento do mesmo jornal, Wiles é o mais recente elo em uma cadeia de demissões ou afastamentos de mulheres do alto escalão do governo Trump. No intervalo de poucos meses, se desligaram a Procuradora-Geral Pam Bondi, a secretária do Trabalho Lori Chavez-DeRemer, a secretária da Segurança Interna Kristi L. Noem e a diretora de Inteligência Nacional Tulsi Gabbard, todas substituídas por homens; para além das secretárias de imprensa Karoline Leavitt e Kate Zacharia.
Apenas três pastas seguem sob comando de mulheres — Administração de Pequenos Negócios, Educação e Agricultura — invertendo a situação antes sinalizada por Trump, quando indicava que seu governo era o mandato com maior presença feminina.

