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Meta fatura R$ 519 milhões com publicidade eleitoral no Brasil

Despesas com campanhas no Facebook e Instagram cresceram 232% enquanto candidatos ampliaram a presença nas plataformas.
Meta fatura R$ 519 milhões com publicidade eleitoral no BrasilGettyimages.ru / Anna Moneymaker

A Meta*, controladora do Facebook** e do Instagram**, registrou R$ 519,5 milhões em receitas relacionadas à promoção de conteúdo eleitoral no Brasil, segundo levantamento do jornal O Globo com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O montante representa um aumento de 232% em relação aos valores registrados pela companhia nas eleições presidenciais anteriores já considerando o ajuste pela inflação e ultrapassa a marca de meio bilhão de reais.

No conjunto das despesas eleitorais, a Meta* concentrou aproximadamente 8% de todos os recursos desembolsados pelas candidaturas.

Entre os candidatos, Flávio Bolsonaro destinou R$ 18,4 milhões às plataformas da empresa, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva gastou R$ 13,5 milhões com publicidade nas redes sociais.

Plataformas concentram publicidade política

O crescimento das despesas também reflete a dependência cada vez maior das campanhas em relação aos serviços digitais controlados por Mark Zuckerberg, especialmente diante das restrições adotadas por outras grandes empresas do setor.

O TikTok não permite a veiculação de propaganda política paga, enquanto que o Google proibiu esse tipo de anúncio em seu mecanismo de buscas e no YouTube a partir das eleições municipais de 2024, reduzindo as alternativas disponíveis para a promoção eleitoral na internet.

Pressão sobre a Meta

O senador independente Bernie Sanders e 12 deputados democratas americanos cobraram explicações de Mark Zuckerberg sobre possíveis favorecimentos à campanha de Flávio Bolsonaro em detrimento da de Lula, questionando restrições a conteúdos do petista e à maior visibilidade de publicações ligadas ao adversário, segundo informou a Folha de S.Paulo.

Os parlamentares também solicitaram esclarecimentos sobre possíveis contatos da Meta com integrantes do governo Donald Trump a respeito das eleições brasileiras, mas não apresentaram provas de que essas conversas tenham ocorrido.

A empresa, por sua vez, negou interferência política e atribuiu os episódios a falhas técnicas.

*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.

**Pertencente à Meta, classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.