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Lula reúne conselheiros para discutir dívida pública e ajuste fiscal

O presidente brasileiro convocou Haddad, Durigan, Galípolo, Alckmin e Mantega para debater caminhos que preservem programas sociais, mudem a trajetória da dívida e atraiam investidores estrangeiros.
Lula reúne conselheiros para discutir dívida pública e ajuste fiscalGettyimages.ru / Mateus Bonomi/Anadolu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne no Palácio do Alvorada uma equipe de conselheiros para debater os caminhos da economia do país em seu quarto mandato.

Segundo reportagem do jornal Metrópoles, foram chamados o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o atual ministro, Dario Durigan, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o vice-presidente Geraldo Alckmin. O ex-ministro Guido Mantega também foi solicitado para ser escutado.

Cada conselheiro deve chegar à mesa com uma proposta diferente.

De acordo com o jornal, Durigan defende ajustes graduais, porém consistentes, e aposta na entrada de capital estrangeiro, rejeitando qualquer medida que possa ser interpretada como controle de capitais. Galípolo deve defender a independência do Banco Central e a disciplina fiscal como condição para a queda dos juros.

Haddad propõe a unificação dos benefícios sociais em um novo desenho nos moldes do que foi feito em 2003 com o Bolsa Família. Alckmin quer levar para Brasília o modelo que aplicou em São Paulo que abarca ajuste fiscal permanente, corte de despesas de custeio e revisão de contratos sem abrir mão da capacidade de investimento. Já Mantega sustenta que o problema não está nos gastos elevados, mas na política monetária.

Além do ajuste das contas, o governo quer utilizar a transição energética e recursos minerais como terras raras para atrair investimentos internacionais. A expectativa é que o financiamento em energia sustentável, conservação ambiental e mineração estratégica promovam a entrada da moeda estrangeira e o crescimento sem sobrecarregar o orçamento.

Segundo a coluna, "Lula deve, como costuma fazer nesses encontros, mais ouvir do que falar".