O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, atribuiu aos Estados Unidos a decisão de atacar o Irã e rejeitou a responsabilização de seu país pela guerra e pelo aumento dos preços da energia em território americano. As declarações foram feitas durante uma entrevista à emissora i24NEWS.
"Sabemos que a decisão de atacar o Irã foi dos Estados Unidos. Não foi uma decisão nossa. Apoiamos os esforços americanos. Acreditamos que foi a decisão correta", afirmou Danon ao comentar uma publicação do vice-presidente dos EUA, JD Vance, na qual ele mencionou os motivos da derrota republicana nas eleições de meio de mandato, incluindo a guerra contra o Irã e a relação com Israel.
Danon também criticou a associação entre a alta dos preços, sobretudo do petróleo, e a situação envolvendo Israel. "É muito fácil culpar Israel por tudo o tempo todo, mas esse não é o caso", declarou.
Israel afirma que continuará se defendendo
Questionado sobre a possibilidade de Donald Trump buscar um acordo com Teerã que não atenda às exigências de segurança israelenses, o embaixador respondeu que a decisão cabe ao próprio presidente americano.
"Sempre faremos o que for necessário para nos proteger", assegurou.
Ele acrescentou que Washington tem seus próprios interesses e que Teerã representa uma ameaça não apenas para Israel, mas também para alvos americanos no Oriente Médio, além de embaixadas e funcionários dos Estados Unidos.
Danon também comentou a eleição de Abdul El-Sayed no estado de Michigan, onde ele fez campanha contra o financiamento militar americano a Israel. O embaixador o acusou de ser "antissemita" e afirmou que ele se oporia a Israel independentemente das políticas adotadas pelo país, inclusive diante do atual cessar-fogo em Gaza.
"Será muito difícil trabalhar com ele", declarou, embora tenha ressaltado que El-Sayed não representa a maioria e defendido que os democratas devem "liderar a partir do centro, e não dos extremos".
Trump não se arrepende da ofensiva
Em entrevista ao jornal The Wall Street Journal, Donald Trump reconheceu que a guerra contra o Irã foi um dos fatores que contribuíram para a derrota republicana nas eleições de meio de mandato.
Apesar disso, afirmou não se arrepender de ter iniciado o conflito no começo deste ano. "Não penso nisso. Fiz a coisa certa. Faria tudo de novo", insistiu.