O governo da França mobilizou 70 mil policiais para conter uma nova onda de paralisações, segundo informou a emissora France Info.
Também foram acionados 110 unidades móveis, 26 veículos blindados Centaure, canhões de água, helicópteros, drones e equipes caninas e a cavalo, além do BRI, RAID e GIGN, as principais unidades de intervenção tática da França.
A medida foi anunciada pelo Ministro do Interior, Laurent Nuñez, em meio aos protestos que já duram há semanas e têm como foco o aumento do custo de vida.
"Mobilização de 800 mil pessoas"
Segundo uma pesquisa do Instituto Elabe para a BFMTV, mais da metade da população francesa apoia a greve geral deste 5 de novembro. Quase 9 em cada 10 franceses (88%) consideram legítimas as reivindicações relativas ao poder de compra e ao alto custo de vida.
Sophie Binet, secretária-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou "260 manifestações em toda a França", enquanto Marylise Léon, secretária-geral da Confederação Democrática Francesa do Trabalho (CFDT), espera "uma mobilização de 800 mil pessoas".
As manifestações começaram de manhã com manifestantes empurrando contêineres de lixo da Rue de Rivoli em direção à Praça da Bastilha e bloqueando instituições educacionais. Houve intervenção das forças de segurança.
Um dos vídeos circulando nas redes sociais mostra policiais revistando um a um estudantes em frente à escola Hélène Boucher, em Paris.
Na rua central Rivoli, em Paris, as forças segurança intervieram para dispersar os manifestantes que bloquearam a via.