O presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca economistas de perfil mais heterodoxo para ocupar quatro vagas na diretoria do Banco Central (BC) até fevereiro de 2027 na tentativa de acelerar a redução da taxa Selic. A movimentação ocorre diante da insatisfação do petista com a postura cautelosa do Comitê de Política Monetária (Copom), segundo informações publicadas pelo Valor Econômico.
Lula alinhou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o encaminhamento, ainda em novembro, de indicações para duas diretorias vagas desde janeiro: Organização do Sistema Financeiro e de Resolução e Política Econômica.
Outras duas vagas poderão ser preenchidas em fevereiro de 2027 quando terminam os mandatos de Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização, e Nilton Schneider David, de Política Monetária. Há incerteza sobre a recondução de ambos. Entre os nomes mencionados nos bastidores está André Roncaglia, diretor-executivo do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI).
O movimento ocorre enquanto o Copom se reúne para decidir sobre a Selic, atualmente em 13,75% ao ano. Apesar da insatisfação com o ritmo de redução dos juros, Lula tem se encontrado com o presidente do BC, Gabriel Galípolo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ao Valor que não há reunião programada entre Lula e o economista André Lara Resende. Durigan também descartou a adoção de propostas defendidas por Lara Resende, como estabelecer uma meta para a taxa Selic ou utilizar reservas internacionais para reduzir os juros.