Trump comenta ataque dos EUA contra maior ilha iraniana em Ormuz

O presidente americano assegurou que Washington mantém vigilância constante das instalações nucleares iranianas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou o ataque americano contra Qeshm, a maior ilha iraniana no Estreito de Ormuz.

"Eles [o Irã] construíram uma instalação antiaérea. Levaram cerca de dois meses. Acompanhamos a construção. Assim que terminaram, atacamos com força total ontem à noite", afirmou Trump em 3 de novembro em uma ligação para a Fox News.

O presidente descreveu a agressão como um "ataque menor" e não um ato de guerra, insistindo que, desde o início de sua ofensiva contra o Irã, os EUA causaram danos significativos à infraestrutura militar iraniana.

"Não é uma grande guerra. E quando se fala em guerra, realmente não é uma guerra. Atacamos eles com muita força no início, mas foi só isso. Eliminamos a capacidade nuclear deles. Eliminamos o material nuclear. Há milhares de toneladas de rocha em cima deles", acrescentou.

Trump destacou as capacidades de vigilância da Força Espacial dos EUA que desenvolveu durante seu primeiro mandato. Segundo Trump, a tecnologia permite a observação de detalhes tão precisos quanto a etiqueta de identificação ou a insígnia no peito de uma pessoa a partir do espaço sideral, possibilitando a Washington manter vigilância constante sobre instalações iranianas específicas.

Cinco explosões de grande intensidade

A imprensa iraniana noticiou cinco fortes explosões na ilha de Qeshm.

Jornalistas que estavam na região afirmaram que as detonações ocorreram de forma contínua e sequencial. Pela intensidade dos impactos registrados, estima-se que as explosões ocorreram no interior da ilha.

Alguns moradores de Qeshm também relataram ter visto duas aeronaves sobrevoando a área.

A Guarda Iraniana confirmou os impactos, embora ainda não tenha divulgado um comunicado oficial sobre o episódio.

O Wall Street Journal foi o primeiro a revelar a ofensiva americana contra Qeshm, informando que a ação fazia parte de uma série de ataques limitados realizados secretamente por Washington nas últimas semanas.

Já a jornalista Kellie Meyer, da NewsNation, informou que as forças americanas atingiram radares e lançadores de mísseis na ilha iraniana de Qeshm.

Segundo as fontes, não se trata de uma "escalada", mas sim da continuidade de ataques realizados nos últimos seis meses.

De acordo com fontes ouvidas pela CNN e pelo Wall Street Journal, o governo americano manteve a operação em sigilo para não ampliar a repercussão da ação nem transmitir a impressão de que pretende retomar combates em grande escala às vésperas das eleições de meio de mandato.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o conflito contra o Irã como "uma guerra muito branda", embora tenha advertido que Washington poderia atacar "imediatamente" a instalação nuclear subterrânea do Monte Pickaxe caso a inteligência americana detectasse um aumento das atividades nucleares no local.

A imprensa relata com frequência cada vez maior que os Estados Unidos estão se preparando para retomar operações militares de grande escala contra o Irã após as eleições de meio de mandato.