Cinco pessoas, incluindo duas crianças, foram resgatadas com vida em 1º de novembro, após ficarem à deriva no Oceano Pacífico por quase três meses.
Os sobreviventes haviam desaparecido em 30 de julho enquanto faziam a travessia entre duas ilhas na Micronésia e foram encontrados a cerca de 5.400 quilômetros do ponto de partida, perto de uma ilha remota em Kiribati, segundo a Australian Broadcasting Corporation (ABC).
Os cinco faziam parte de um grupo de nove pessoas que havia partido da Ilha de Murilo com destino a Ruo, nos Estados Federados da Micronésia.
A viagem deveria durar cerca de uma hora, mas uma forte tempestade desviou a pequena embarcação de sua rota.
Após o desaparecimento, a Guarda Costeira dos EUA lançou uma operação de busca com o apoio de aeronaves da Marinha e da Força Aérea dos EUA.
Durante 10 dias, as equipes vasculharam uma vasta área marítima de 25 mil milhas náuticas, até que decidiram suspender as operações em 9 de agosto, sem terem encontrado os desaparecidos.
Resgate
Quase três meses depois, moradores da Ilha Fanning, também conhecida como Tabuaeran, em Kiribati, avistaram o barco e resgataram os cinco ocupantes.
Os sobreviventes, três adultos e duas crianças, receberam atendimento médico e foram colocados sob os cuidados de um pastor local.
O membro do Parlamento, Kaotitaake Rakoroa, confirmou que eles foram atendidos por profissionais de saúde e recomendou a transferência para a Ilha Kiritimati para tratamento adicional.
O governador do estado micronésio de Chuuk, Alexander Narruhn, celebrou a descoberta, embora tenha observado que o destino dos outros quatro passageiros permanece desconhecido.
"Havia nove pessoas a bordo da embarcação desaparecida. Graças a Deus, por seu amor e misericórdia, cinco das nove pessoas foram encontradas" , disse.
"Continuamos a rezar por seus companheiros", acrescentou. Ele também solicitou que sejam iniciados esforços diplomáticos com Kiribati para facilitar o retorno dos sobreviventes.
Até o momento, os resgatados não relataram publicamente como conseguiram sobreviver tanto tempo no mar e pediram que sua privacidade seja respeitada.
O incidente soma-se a outros casos recentes de pessoas arrastadas pelas correntes do Pacífico: na semana passada, um jovem de 18 anos da Papua Nova Guiné foi resgatado após ficar à deriva por 41 dias, enquanto em outubro três outros náufragos conseguiram retornar para casa depois de passar cerca de 70 dias no oceano.