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Busca por fluência no inglês leva engenheira à morte após conselhos do ChatGPT

Bowen Wan, de 31 anos, faleceu em 12 de fevereiro de 2026 vítima de uma crise epiléptica após seguir uma rotina de descontinuação de medicação sugerida pela inteligência artificial.
Busca por fluência no inglês leva engenheira à morte após conselhos do ChatGPTGettyimages.ru / Jakub Porzycki/NurPhoto

Os pais de uma engenheira de software chinesa radicada em Seattle, nos EUA, iniciaram um processo judicial contra a OpenAI depois que a filha deles morreu após seguir conselhos médicos perigosos fornecidos pelo ChatGPT, informou o The Guardian.

Bowen Wan, de 31 anos, faleceu em 12 de fevereiro de 2026 vítima de uma crise epiléptica após seguir uma rotina de descontinuação de medicação sugerida pela inteligência artificial.

De acordo com a ação judicial, Wan buscava orientações para reduzir o uso de lamotrigina, um anticonvulsivante, pois acreditava que o remédio prejudicava sua fluência no inglês, essencial para ela, que buscava um emprego no país. O chatbot, operando em chinês, forneceu um cronograma para zerar a dose de 400mg sem supervisão médica e incentivou a engenheira a ignorar as orientações profissionais, defendendo a "liberdade médica".

Mesmo quando Wan relatou sintomas de crises focais, a ferramenta a tranquilizou, afirmando que não se tratavam de convulsões e que ela não sofreria danos cerebrais, segundo a reportagem publicada no domingo (1º). 

Os pais de Wan alegam que a OpenAI falhou ao não implementar salvaguardas adequadas para interações em chinês, como avisos obrigatórios de que a IA não substitui profissionais de saúde.

Em resposta, um porta-voz da OpenAI classificou o caso como "extremamente triste", mas ressaltou que a versão utilizada pela vítima não está mais disponível e que as versões atuais possuem maior capacidade de identificar temas que exigem atenção médica urgente.