O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismail Baghaei, reiterou que a única iniciativa diplomática real em discussão é a proposta apresentada pelo Irã durante a visita de uma delegação do país a Nova York, no âmbito da Assembleia Geral da ONU, em setembro.
"A iniciativa diplomática é o plano que apresentou a República Islâmica do Irã, discutido em detalhes durante a viagem de nossa delegação a Nova York. Recebemos as opiniões da outra parte por intermédio de mediadores e trocamos considerações mútuas", afirmou Baghaei em coletiva de imprensa.
O porta-voz destacou que esta proposta continua vigente. "A bola está completamente no campo dos Estados Unidos", afirmou.
Ele acrescentou que as exigências do Irã são "claras, razoáveis e lógicas" e fez um alerta: "Não haverá acordo, e o Estreito de Ormuz não será reaberto nem estará seguro enquanto os EUA mantiverem o bloqueio marítimo e as demandas legítimas do Irã não forem cumpridas".
Novo "plano expresso"
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em entrevista à Al Jazeera que Teerã está oferecendo a Washington um "plano expresso" de 48 horas.
A proposta prevê concessões para viabilizar a reabertura do Estreito de Ormuz e pôr fim à crise.
Segundo o chanceler iraniano, esta nova proposta é o mesmo plano de sete dias que o Irã levou à Assembleia Geral da ONU, mas com o prazo encurtado para dois dias.
Os EUA tomariam medidas no primeiro dia, e no segundo dia o estreito de Ormuz seria reaberto.
Araghchi detalhou que as condições incluem o levantamento das sanções impostas desde a assinatura do memorando no Paquistão, a redução das forças militares a níveis anteriores, o fim do bloqueio e a aplicação de isenções petrolíferas.
- No dia 29 de setembro, o portal Axios informou que os esforços empreendidos por mediadores catarianos para alcançar um avanço diplomático entre os EUA e o Irã tiveram pouco sucesso, por vez que nenhuma das partes estava disposta a ceder.
- Diante do impasse nas negociações, Trump sugeriu, em diversas ocasiões, intensificar o uso de força militar, chegando inclusive a ameaçar aniquilar o Irã. O presidente americano defendeu "aniquilar" o país à revista Time, afirmando que essa seria a única opção para restaurar a estabilidade mundial.