O presidente americano, Donald Trump, voltou a afirmar que o Irã não pode possuir armas nucleares e criticou novamente o acordo firmado em 2015 entre Teerã e as potências mundiais, durante o governo de Barack Obama.
Trump defendeu sua decisão de retirar os Estados Unidos do pacto em 2018, alegando que o acordo permitiria ao Irã desenvolver armas atômicas e que sua saída foi decisiva para impedir esse cenário.
" O acordo nuclear com o Irã era um caminho para a obtenção de uma arma nuclear. Se eles tivessem uma arma nuclear, provavelmente eu não estaria conversando com você agora", disse Trump em entrevista a um programa de rádio, sem apresentar argumentos para sustentar a afirmação.
"Eu estaria dizendo... bem, teríamos de nos dirigir a eles os chamando de 'senhor'. E não vou chamá-los de 'senhor', porque eles agiram de maneira muito perversa", acrescentou.
- Israel, os EUA e outros países ocidentais há muito tempo acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares por meio de seu programa atômico. Entre seus principais argumentos, citam o enriquecimento de urânio a 60%, um nível muito superior ao necessário para fins civis e próximo dos 90% exigidos para a fabricação de uma arma nuclear. No entanto, Teerã rejeita essas acusações.
- O Irã mantém uma posição firme em relação ao seu programa nuclear, que continua a caracterizar como pacífico apesar dos bombardeios lançados pelos EUA e por Israel contra sua infraestrutura nuclear em junho de 2025 e no início deste ano.
- Em ambos os incidentes, Washington e Tel Aviv atacaram instalações civis iranianas, incluindo usinas nucleares, o que Teerã denuncia como uma violação flagrante do direito internacional e do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).