A vitamina E pode ter potencial para proteger as células cerebrais e retardar a perda de memória associada ao diabetes. Essa é a conclusão de uma revisão científica publicada na revista Frontiers in Nutrition, conduzida por pesquisadores da Universidade de Medicina Tradicional Chinesa de Shandong, na China.
O estudo analisou pesquisas sobre a relação entre a vitamina E e a disfunção cognitiva associada ao diabetes (DCAD), condição que pode afetar a memória e o aprendizado. Pessoas com diabetes tipo 2 têm até o dobro do risco de desenvolver esse problema.
Em experimentos com roedores diabéticos, a vitamina E reduziu a inflamação cerebral, protegeu os neurônios dos danos causados pelo excesso de glicose e apresentou efeitos positivos sobre o aprendizado. Entretanto, os resultados não podem ser automaticamente aplicados a seres humanos.
As evidências clínicas disponíveis são limitadas e contraditórias. Um estudo com 74 adultos identificou pequenas melhorias cognitivas após a suplementação, enquanto outra pesquisa não encontrou benefícios semelhantes. Além disso, faltam ensaios clínicos específicos com pacientes que apresentam disfunção cognitiva associada ao diabetes.
Por isso, os pesquisadores não recomendam o uso rotineiro de suplementos de vitamina E para prevenir a perda de memória. Segundo eles, o nutriente deve ser obtido preferencialmente por meio de uma alimentação equilibrada.