Na cidade Alyoshki, na província russa de Kherson, está em andamento uma operação humanitária para evacuar os moradores e fornecer a ajuda necessária à população, que vem sendo atingida por constantes bombardeios ucranianos.
Uma equipe da RT segue para a localidade acompanhada por jornalistas dos Estados Unidos, da Rússia e da Ucrânia para cobrir a missão, em uma iniciativa inédita desde o início do conflito.
As Forças Armadas russas desativaram um grande número de minas e explosivos ao longo da estrada que leva à cidade, onde a situação continua bastante delicada. A operação ocorre no âmbito de um cessar-fogo acordado entre Rússia e Ucrânia e coordenado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump.
"Foi horrível"
Os habitantes de Alyoshki contaram como a situação estava catastrófica na cidade antes de serem retirados.
"A Rússia ajudou em tudo o que pôde, com medicamentos, com os idosos e as idosas e com os doentes cardíacos. Foi prestada ajuda humanitária. Quanto à […] Ucrânia, não ajudou em nada. Tudo foi graças à Rússia", afirmou um dos moradores.
Outro morador contou que, durante o verão, a cidade foi alvo de ataques de drones, mas que "a partir do outono os drones, por assim dizer, deixaram de nos atacar".
Ele acrescentou: "Como nossos familiares não tinham nada para comer, as pessoas começaram a ir até a localidade vizinha, a cerca de 20 quilômetros de distância, para comprar alimentos e depois voltar".
Uma moradora também relembrou que a situação "foi horrível" e afirmou que muitos só conseguiram sobreviver graças ao hospital local.
"O único lugar onde podíamos nos abrigar era lá. As pessoas estavam nuas, congelando. Embora fosse verão, a água estava fria", contou.
Comboio humanitário
Um grande comboio humanitário seguiu para Alyoshki. A defensora dos direitos humanos da Rússia, Yana Lantratova, informou que os moradores que desejassem deixar a cidade poderiam fazê-lo até as 14h (horário de Moscou), enquanto a distribuição da ajuda começaria após as 14h30.
"Hoje foi organizado um grande comboio composto por 25 ônibus. Isso representa pelo menos 750 vagas", declarou.
A missão é acompanhada por jornalistas internacionais, que, segundo Lantratova, terão a oportunidade de conversar pessoalmente com os moradores.
"Um grupo ucraniano, jornalistas americanos, jornalistas de vários países [...] um grande número, mais de 50 jornalistas, então tudo está acontecendo abertamente. Isso é muito importante", afirmou Yana Lantratova.
A representante também garantiu que o cessar-fogo na área da operação está sendo respeitado tanto pelo lado russo quanto pelo ucraniano e que não houve registro de incidentes: "O cessar-fogo na área da missão humanitária em Alyoshki está sendo mantido. Não foram registrados incidentes. As partes russa e ucraniana estão cumprindo integralmente suas obrigações".
"Tudo foi preparado no mais alto nível"
"Agradeço ao meu colega ucraniano, Dmitry Lubinets, porque todas as condições foram cumpridas e o regime de silêncio foi respeitado durante todo esse período. Tudo foi preparado no mais alto nível. Agradeço aos militares que organizaram as ações", declarou Yana Lantratova.
Além disso, ela afirmou que a preparação de missões desse tipo "sempre envolve risco de vida" e informou que um sapador e outra pessoa morreram durante os trabalhos de desminagem.
"Quero garantir que todas as medidas de segurança estão sendo plenamente adotadas", afirmou.