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Cirurgia remota: médico remove câncer estando a 56 km de distância do paciente

A intervenção, a primeira desse tipo nos EUA, faz parte de um projeto que já concluiu cerca de 12 procedimentos experimentais.
Cirurgia remota: médico remove câncer estando a 56 km de distância do pacienteGettyimages.ru

O cirurgião urologista Vipul Patel realizou com sucesso a primeira telecirurgia robótica nos EUA, operando um paciente que estava a 56 quilômetros de distância.

O procedimento, realizado entre dois hospitais, permitiu a remoção completa da próstata de um homem de 66 anos diagnosticado com câncer, por meio do controle remoto de instrumentos médicos de alta precisão.

Segundo informou a ABC News no início da semana, essa intervenção — pioneira em seu gênero — representou um marco na medicina moderna ao conectar as instalações do AdventHealth Celebration ao centro médico de Minneola, na Flórida.

O teste clínico contou com a autorização da FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA) para estudar a viabilidade e a segurança dessas ferramentas em larga escala.

Um cirurgião acompanhou o paciente na sala de cirurgia em Minneola durante todo o procedimento, estando pronto para lidar com qualquer eventualidade. A unidade hospitalar confirmou que o paciente está apresentando uma evolução favorável no pós-operatório.

O doutor Patel, diretor médico do Global Robotics Institute, destacou que a telecirurgia representa uma oportunidade real de eliminar as barreiras geográficas no acesso à saúde.

Com esse avanço, pacientes que vivem em áreas remotas poderão receber atendimento especializado sem a necessidade de se deslocar para outras cidades.

Este ensaio clínico faz parte de um projeto de maior abrangência que já realizou cerca de 12 procedimentos experimentais a longa distância. Em fases anteriores, conexões de teste conectaram especialistas da cidade de Orlando a equipes médicas em Luanda, Angola — a mais de 11.000 quilômetros de distância —, para a realização de uma cirurgia de câncer de próstata em junho de 2025.

Atualmente, os pesquisadores estão avaliando os parâmetros de desempenho técnico, eficácia e segurança dos equipamentos antes de sua implementação em larga escala.

As entidades médicas preveem que a consolidação dessa tecnologia transformará a oferta de tratamentos complexos em todo o mundo.