
Vance afirma que Trump evitará que conflito com o Irã se torne uma 'guerra eterna'

Segundo o vice-presidente americano, J.D. Vance, o presidente Donald Trump "não permitirá" que o conflito com o Irã se transforme em "uma guerra eterna".
J.D. Vance destacou que, embora os Estados Unidos enfrentem a questão do Irã há quase cinco décadas, a gestão de Donald Trump terá uma abordagem diferente. Segundo o vice-presidente, Trump não permitirá que o conflito se transforme no que muitos críticos chamam de uma "guerra eterna".

"Acredito que existe uma diferença entre criticar aventuras militares no exterior e sustentar que as forças armadas americanas jamais devem ser utilizadas, sob nenhuma circunstância", alegou ele durante um evento público.
Vance declarou compreender a frustração da população com intervenções militares no exterior, como as ocorridas no Oriente Médio, já que ele próprio serviu na Guerra do Iraque — que ocorreu entre 2003 e 2011 — e esse foi um dos principais motivos que o levaram a ingressar na política.
Situação das negociações entre EUA e Irã
- Em setembro, o Axios noticiou que os esforços dos mediadores do Catar para alcançar um avanço diplomático entre os EUA e o Irã tiveram pouco sucesso, já que nenhum dos lados estava disposto a ceder.
- Diante do impasse nas negociações, Trump sugeriu repetidamente o aumento do uso da força militar contra a República Islâmica do Irã e chegou a ameaçar aniquilá-la. Ele expressou a opinião em uma entrevista à revista Time, publicada em 1º de outubro, defendendo a "aniquilação do Irã", afirmando que essa era a única maneira de restaurar a estabilidade mundial.
- Contudo, em outra interação com jornalistas em 3 de outubro, ele insinuou que tomaria uma decisão sobre as ações dos EUA no conflito com Teerã, em um momento em que o processo de negociação está paralisado. "Temos que tomar uma decisão sobre o Irã, e eu a tomarei. O Irã foi dizimado, então a única questão é se será pelo caminho fácil ou pelo caminho difícil. Faremos isso pelo caminho fácil ou pelo caminho difícil", afirmou.
