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Musk aponta vulnerabilidades que facilitaram o ciberataque à Binance

A Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, sofreu um ataque cibernético massivo na quinta-feira (29), gerando pânico entre seus usuários e fazendo com que os preços de mercado despencassem.
Musk aponta vulnerabilidades que facilitaram o ciberataque à BinanceGettyimages.ru / Anna Moneymaker

Elon Musk, CEO da SpaceX e proprietário da X, reagiu à notícia do ataque cibernético sofrido pela Binance, a maior plataforma de câmbio de criptomoedas do mundo, que estimou perdas de US$ 6,3 bilhões.

"Se confirmado, será o maior ataque hacker da história das criptomoedas", observou o site de análise de criptomoedas The Kobeissi Letter no X.  Em resposta, o empresário Elon Musk comentou: "Todo dia é Zeroday [dia zero]".

O termo "zero-day" refere-se a uma vulnerabilidade de software desconhecida pelos desenvolvedores, que pode ser explorada antes que uma correção de segurança esteja disponível. O nome vem do fato de que os desenvolvedores têm "zero dias" para corrigir o problema antes que ele seja explorado.

Reação com emojis

Mais tarde, o empresário reagiu a outra publicação sobre o mesmo tema, desta vez com emojis, após um alerta publicado pela Binance sobre segurança cibernética. 

"Não cliquem em links em e-mails. Não baixem anexos. Mesmo pessoas em quem vocês confiam podem ter vírus no computador sem saber", escreveu a plataforma. Em resposta, o dono do X reagiu com emojis de risada e fogo, gerando centenas de reações de usuários nas redes sociais.

O que aconteceu? 

A Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, sofreu um ataque cibernético massivo na quinta-feira (29), gerando pânico entre seus usuários e fazendo com que os preços de mercado despencassem. Devido à sua magnitude, o incidente está se configurando como o maior roubo da história do setor de criptomoedas.

De acordo com a investigação preliminar, o incidente pode estar relacionado ao acesso não autorizado ao laptop de um engenheiro DevOps (desenvolvimento e operações), com o qual o invasor obteve acesso a um contêiner de serviço e enviou transações não autorizadas para sacar fundos.

Após o ataque cibernético, a empresa informou que congelou aproximadamente US$ 3 bilhões na blockchain e prometeu cobrir o restante com seu fundo emergencial SAFU e recursos próprios para proteger os ativos dos usuários. Afirmaram também que os fundos dos usuários estão seguros e que divulgarão uma versão atualizada de sua prova de reservas posteriormente.