O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, ordenou, numa breve coletiva de imprensa, a "militarização imediata" da cidade de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, para estabilizar a ordem pública e combater "estruturas criminosas e narcoterroristas".
O anúncio ocorreu poucos dias após um atentado a bomba numa ponte que liga Cúcuta à cidade venezuelana de Ureña, que deixou vários feridos.
"Ordenei o seguinte: primeiro, a militarização imediata de Cúcuta. Essa militarização será temporária, enquanto estabilizamos a ordem pública. O Exército Nacional reforçará sua presença na cidade, em coordenação com a Polícia Nacional, para fortalecer o controle territorial, proteger os cidadãos e enfrentar as estruturas criminosas e narcoterroristas que vêm ameaçando a segurança", declarou o presidente, enfatizando que seu governo não permitirá que "o narcoterrorismo continue semeando medo e ameaçando famílias".
De La Espriella também afirmou que sua decisão decorre de "uma circunstância especial", visto que o departamento de Norte de Santander, onde a cidade fica, "é um departamento fronteiriço", e Bogotá deve garantir "segurança e soberania, porque grupos narcoterroristas estão atacando de maneira infame e com grande severidade a população".
Além disso, anunciou que na próxima terça-feira (3) lançará a campanha militar e policial "Esparta", bem como o Bloco de Segurança Urbana em Cúcuta.
O objetivo da operação seria "intensificar as operações contra o terrorismo, perseguir os responsáveis pela violência, perseguir o financiamento do crime e desarticular as organizações que buscam submeter a população".