Polêmica carta de Flávio Bolsonaro passou pelo ChatGPT

O portal Metrópoles submeteu o arquivo a uma ferramenta da Adobe, que apontou o uso de inteligência artificial.

O candidato derrotado à Presidência e senador Flávio Bolsonaro divulgou, dos Estados Unidos, uma carta onde acusa o processo eleitoral brasileiro de ter sido fraudado.

No documento, ele se autoproclama "o verdadeiro presidente eleito do Brasil".

Veículos de imprensa brasileiros, no entanto, submeteram o polêmico "documento" a uma ferramenta software da Adobe.

O resultado indicou que o arquivo de texto teria passado pelo ChatGPT, segundo o Metrópoles.

A ferramenta IA teria sido usada na elaboração do arquivo da carta divulgada à imprensa depois que Flávio fugiu do Brasil para os Estados Unidos do Brasil para os Estados Unidos, em uma operação controversa que contou com o aval do governo argentino e o apoio da administração de Donald Trump.

A análise feita pelo Adobe Content Authenticity não permite afirmar que o texto foi escrito por IA, mas indica que a ferramenta foi usada para exportar o arquivo em PDF.

Erros na carta

O documento foi divulgado com vários erros, incluindo o brasão incorreto e a grafia errada do nome oficial do Brasil.

Na primeira versão do arquivo, foi utilizado o brasão que esteve em vigor até 1967, quando o nome oficial completo do país era "Estados Unidos do Brasil".

Nesta versão que Flávio Bolsonaro se declarou "o verdadeiro presidente eleito", em uma contestação aberta dos resultados oficiais, que deram a vitória ao atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

Posteriormente, ele distribuiu uma nova versão do documento, voltando atrás, e retirou a autoproclamamento presidencial, passando a se apresentar apenas como "líder do Brasil", além de corrigir os erros formais da primeira carta.