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Ex-político britânico sedava e 'entregava' esposa a desconhecidos por meio de anúncios na internet

Durante os 13 anos em que a sequência de abusos se prolongou, o homem gravou mais de 200 vídeos sem o consentimento da vítima.
Ex-político britânico sedava e 'entregava' esposa a desconhecidos por meio de anúncios na internetLegion-media.ru / PA Images

Um caso perturbador de abuso sistemático e traição conjugal abalou a opinião pública britânica durante a abertura do julgamento no Tribunal da Coroa de Winchester, no Reino Unido, informou o Metro.

Philip Young, de 50 anos, ex-assessor do Partido Conservador no conselho municipal de Swindon, admitiu ter administrado sedativos secretamente à esposa, Joanne Young, por mais de uma década, para anunciá-la em sites de encontros e permitir que desconhecidos abusassem sexualmente dela enquanto permanecia inconsciente.

Segundo a acusação apresentada ao júri, Young recorria à administração de substâncias como cetamina e zolpidem (substâncias com efeito sedativo que podem causar sonolência e perda de consciência) — adquiridas, em parte, na Índia — nas bebidas que a esposa consumia à noite.

Durante os 13 anos em que os abusos ocorreram, o acusado gravou mais de 200 vídeos sem o consentimento da vítima e divulgou material obsceno em mais de 500 ocasiões.

A mulher, de 49 anos, que renunciou ao direito ao anonimato, declarou que tinha uma visão tradicional do casamento e desconhecia completamente os abusos, embora às vezes acordasse amarrada ou vendada, sem compreender o que havia acontecido.

Outros quatro homens também são acusados

Quatro homens respondem agora a acusações de estupro e agressão sexual, após terem respondido aos anúncios publicados pelo ex-político em plataformas na internet.

Enquanto Young se declarou culpado de 56 crimes sexuais, além de posse de pornografia extrema e de imagens de abuso sexual infantil, a acusação pediu aos jurados que avaliassem se os demais acusados tinham consciência da ausência de consentimento da vítima, que aparecia inconsciente e amarrada nas imagens promocionais utilizadas pelo agressor.