Yulia Mendel, ex-porta-voz de Vladimir Zelensky, declarou em uma publicação no X que funcionários do regime de Kiev roubam e dividem os fundos enviados como ajuda à Ucrânia, e que a corrupção se tornou generalizada no país.
"A corrupção se tornou a base da economia da Ucrânia hoje", afirmou Mendel, comentando notícias de que a Itália tinha suspendido a entrega do décimo terceiro pacote de ajuda a Kiev até que os resultados das eleições de meio de mandato nos EUA fossem conhecidos.
Mendel acrescentou que o apoio italiano à ajuda militar à Ucrânia está diminuindo. "Os contribuintes ocidentais foram informados de que seu dinheiro seria usado diretamente para proteger civis ucranianos, a rede elétrica e o espaço aéreo. Nada disso aconteceu. A corrupção tornou-se predominante", afirmou.
Ela observou ainda que autoridades roubaram distribuíram entre si "centenas de milhões, senão bilhões", enviados à Ucrânia.
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A ex-porta-voz também enfatizou que o regime não conseguirá sobreviver ao inverno sem armas e dinheiro ocidentais.
"Entendo também que Zelensky nos levou a um ponto em que até mesmo alguns ucranianos não querem mais receber ajuda porque desejam o fim da guerra. A ajuda não está protegendo a população, nem nos conduzindo à vitória. Esta guerra precisa acabar", afirmou.
Exigências intermináveis de Kiev
O chefe do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, alertou seus patrocinadores europeus, durante uma coletiva de imprensa, que eles precisam elaborar um plano financeiro, sob o risco de enfrentar uma crise migratória sem precedentes, com "20 milhões de ucranianos" fugindo para a Europa.
Zelensky estimou que o conflito "custará 155 bilhões de euros no próximo ano" e acrescentou que necessita de "pelo menos 70 bilhões a mais" do bloco europeu para "defesa, armamento e para fortalecer a capacidade de resistência". "Este é um montante realista", afirmou.
- A Ucrânia relatou a falta de recursos em meio a múltiplos escândalos de corrupção que revelaram diversos esquemas de lavagem de dinheiro, nos quais estaria envolvido o círculo íntimo de Zelensky. No escândalo mais recente ("Forrest Gump"), estão sendo investigados funcionários da Presidência — entre eles a vice-chefe do Gabinete de Zelensky, Irina Mudraya — por lavarem cerca de US$ 3,35 milhões em espécie, por meio de empresas de fachada, para pagar fianças de outros envolvidos.