Saiba quais são as principais hipóteses por trás do acidente ferroviário fatal na Espanha

Segundo números oficiais, a tragédia deixou pelo menos 69 mortos.

O grave acidente ferroviário ocorrido nesta quarta-feira (28) em Urda, na Espanha — que causou a morte de pelo menos 69 pessoas e deixou dezenas de feridos — está sendo investigado como resultado de uma provável combinação em cadeia de uma falha técnica no sistema de segurança e um erro humano no centro de controle, segundo a imprensa local.

Com base nisso, técnicos, o Ministério dos Transportes e especialistas independentes apresentaram três hipóteses que poderiam explicar a causa fundamental da colisão entre um trem de alta velocidade, operado pela Renfe, e uma composição da empresa Iryo, na linha que conecta as comunidades autônomas de Madri e da Andaluzia.

Falha no sistema de controle e sinalização

Essa hipótese baseia-se no fato de que, por volta das 08h30 (horário local), três computadores do sistema responsável pelo controle do tráfego e pela sinalização na via falharam simultaneamente em um trecho de 63 a 90 quilômetros da linha de alta velocidade.

Como consequência, vários trens que circulavam pela via pararam automaticamente; entre eles, um da operadora Iryo, que ficou imobilizado na altura do quilômetro 119, perto de Urda, na província de Toledo (Castela-Mancha), sem conseguir retomar a viagem.

Erro humano no centro de controle da estação de Atocha, em Madri

A imprensa relata que, segundo investigações preliminares e fontes do Ministério dos Transportes, um operador do centro de controle autorizou, por engano, que o trem da Renfe retomasse seu trajeto na velocidade habitual — o que constitui uma violação dos protocolos de segurança vigentes.

Tais protocolos estabelecem a proibição direta de tráfego e a imposição de restrições para reduzir a velocidade, como a determinação de "marcha à vista". Aparentemente, essa pessoa supôs, erroneamente, que a via já estava livre ou que o trem da Iryo havia mudado de posição.

Excesso de velocidade ou falta de precaução diante de avisos

Outra das linhas de investigação em análise é a de que o maquinista do trem da Renfe, ignorou o aviso de "marcha à vista", que implica circular com precaução. Estima-se que, no momento da colisão, o trem trafegava a uma velocidade entre 160 e 200 km/h, o que o impediu de frear a tempo e evitar o impacto contra o trem da Iryo, que estava parado.