Jornalistas dos EUA chegam a Alyoshki para cobrir missão humanitária na cidade russa

Kirill Dmitriev anunciou que a Rússia dá as boas-vindas aos correspondentes para que testemunhem e informem “em primeira mão” sobre o cessar-fogo na cidade, gravemente afetada pelos ataques ucranianos.

A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, confirmou o anúncio feito pelo enviado especial da Presidência da Rússia, Kirill Dmítriev, sobre a visita de jornalistas da emissora norte-americana Newsmax à cidade de Alyoshki, localizada na margem esquerda do rio Dnieper, na província russa de Kherson — em frente à capital homônima controlada pelas tropas do regime de Kiev —, que atravessa uma grave situação de emergência devido aos constantes ataques militares ucranianos.

"Enquanto o cessar-fogo local em Alyoshki se mantém e os trabalhos de remoção de minas avançam, a Rússia recebe nesta manhã jornalistas da Newsmax para que testemunhem e relatem em primeira mão a missão humanitária vital coordenada pela primeira-dama, Melania Trump. A humanidade e a paz devem prevalecer",escreveu Dmitriev no X.

Por sua vez, Melania Trump explicou que se trata de quatro jornalistas norte-americanos que estarão no local ao lado das equipes humanitárias russas e ucranianas na qualidade de observadores neutros. "Eles registrarão de forma independente e documentarão permanentementeessa missão humanitária histórica", declarou.

Situação crítica

Isolada de suprimentos essenciais e sob ataques diários, a cidade enfrenta uma grave situação de emergência devido às constantes ofensivas ucranianas e, conforme denunciou a ouvidora da Rússia, Yana Lantratova, por causa do "bloqueio criado artificialmente pelas Forças Armadas da Ucrânia".

A própria primeira-dama dos EUA resumiu a magnitude da tragédia, após ela mediar conversas entre Moscou e Kiev para conseguir um cessar-fogo localizado. "A situação em Alyoshki é desesperadora. Alyoshki é uma cidade em guerra na linha de frente, à beira do desastre. A população que permanece lá é composta principalmente por idosos que precisam urgentemente de atendimento médico, medicamentos, alimentos e água potável", denunciou Melania.

O Ministério da Defesa russo informou que "as forças ucranianas estão utilizando drones para posicionar minas remotamente nas vias de acesso, com o objetivo de impedir a evacuação de civis e bloquear a entrega de alimentos, medicamentos e bens essenciais na cidade".

Embora o órgão russo indique que as vias sofrem bombardeios diários de artilharia e ataques com drones há mais de dois anos, o cerco tornou-se total a partir de maio de 2026, quando as contínuas ofensivas ucranianas impossibilitaram a entrada de suprimentos.