Partido de Netanyahu acusa partidos árabes de 'roubar' eleições

Likud afirma ter apresentado “centenas de depoimentos e provas” às autoridades competentes e exige uma investigação completa.

O partido Likud, do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que partidos liderados por árabes roubaram as eleições e exigiu uma "investigação completa". A denúncia foi feita horas depois de o Comitê Central Eleitoral negar, em uma entrevista à televisão, as acusações de fraude.

"As eleições em Israel foram roubadas por partidos árabes que apoiam o terrorismo e a destruição do Estado judeu, por meio de crimes graves, incluindo suborno, ameaças, violência, falsificação e uso de software proibido para mobilizar eleitores", afirmou o Likud em um comunicado.

O partido afirmou ter apresentado à polícia, ao serviço de segurança interna (Shin Bet) e ao Comitê Central Eleitoral "centenas de depoimentos e provas" do que classifica como roubo eleitoral.

Entre as supostas irregularidades estariam "milhares de envelopes contendo dinheiro em espécie junto com cédulas do partido Raam; ameaças e violência contra funcionários dos locais de votação; a entrada simultânea de vários eleitores em uma mesma cabine de votação; votos com dupla identidade; divergências entre o número de envelopes e o número de eleitores; e o uso de software ilegal para mobilizar eleitores", entre outras práticas.

Os partidos árabes — Raam e Lista Conjunta — obtiveram um número recorde de votos. Segundo as projeções preliminares, eles conquistariam um total histórico de 19 cadeiras, quase o dobro das dez que ocupam atualmente. Com a maioria parlamentar em disputa, o peso dessas legendas volta a ser decisivo para qualquer composição de governo.