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Eleições transcorreram na 'mais absoluta normalidade', diz presidente do TSE após Flávio alegar fraude

Segundo Kassio Nunes Marques, as eleições foram as "mais inclusivas da história da República brasileira", mesmo "diante da instabilidade na reta final de votação".
Eleições transcorreram na 'mais absoluta normalidade', diz presidente do TSE após Flávio alegar fraudeFellipe Sampaio/SCO/STF/JOÉDSON ALVES/AGÊNCIA BRASIL

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defendeu a integridade das eleições presidenciais brasileiras após o candidato derrotado Flávio Bolsonaro afirmar que o pleito foi fraudado.

"No último domingo (25), foram realizadas as eleições mais inclusivas da história da República brasileira. Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança", escreveu o ministro em comunicado oficial.

Ainda de acordo com o presidente do TSE, as eleições "transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais". Ele atribuiu o sucesso ao trabalho de servidores públicos, mesários, forças de segurança e outras autoridades envolvidas na organização do pleito.

Segundo Kassio, "todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos".

Sem provas, Flávio alegou fraude

O senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro divulgou, a partir dos Estados Unidos, uma carta na qual se declara "o verdadeiro presidente eleito do Brasil" e acusa, sem apresentar provas, o processo eleitoral brasileiro de ter sido fraudado. O político também negou estar fugindo do país e afirmou que continuará lutando por seus objetivos políticos.

No documento, Flávio alegou que uma suposta fraude teria ocorrido durante o segundo turno das eleições. Ele associou a acusação à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar por duas horas o horário de votação, afirmando que a medida teria permitido uma alteração no resultado. No entanto, a prorrogação foi pedida pelo próprio partido de Flávio, o PL, e também pelo PT, de Lula.

Na carta, o senador também comparou sua situação à de figuras históricas que atuaram fora de seus países em conflitos políticos. Posteriormente, a versão publicada em seu perfil nas redes sociais foi alterada: a expressão "verdadeiro presidente eleito do Brasil" deu lugar a "líder do Brasil".