
EUA alertam aliados no Golfo sobre possível 'campanha militar curta e intensa' contra Irã

Os Estados Unidos alertaram países do Golfo para que se preparem para uma possível campanha militar curta e intensa contra o Irã após as eleições de meio de mandato nos EUA, no dia 3 de novembro, informou o Wall Street Journal, citando diversas fontes.
As comunicações, feitas por meio de canais diplomáticos e militares, somam-se a um número crescente de indícios de que Washington está se preparando para lançar uma nova ofensiva contra o Irã, arriscando uma escalada significativa na esperança de enfraquecer a influência iraniana e levar o país a novas negociações, aponta o veículo.
Segundo as fontes, o Exército dos EUA tem reforçado suas defesas antimísseis e realocado tropas de bases vulneráveis.
Além disso, as forças na região reabasteceram seus estoques de munição e estão preparando aviões de combate para possíveis ataques.

Da mesma forma, um grupo de ataque de porta-aviões e uma unidade expedicionária de fuzileiros navais juntar-se-ão, no próximo mês, a uma frota de cerca de 20 navios de guerra no Oriente Médio, embora possa haver rotações entre eles.
Segundo as fontes, o presidente dos EUA, Donald Trump, inclina-se por um ataque em grande escala contra a infraestrutura e as instalações nucleares iranianas, embora ainda não tenha tomado a decisão final. Por sua vez, Israel também estaria se preparando para retomar os ataques.
Situação das negociações entre os EUA e o Irã
- No dia 29 de setembro, o Axios informou que os esforços empreendidos por mediadores catarianos para alcançar um avanço diplomático entre os EUA e o Irã tiveram pouco sucesso, uma vez que nenhuma das partes estava disposta a ceder.
- Diante do impasse nas negociações, Trump sugeriu, em diversas ocasiões, intensificar o uso de força militar contra a República Islâmica do Irã, chegando inclusive a ameaçar aniquilá-la. Ele manifestou-se nesse sentido em uma entrevista à revista Time, publicada em 1º de outubro, na qual defendeu "aniquilar o Irã", afirmando que essa seria a única opção para restabelecer a estabilidade mundial.
