
Flávio Bolsonaro teria fugido para EUA buscar apoio de Trump para pressionar o Brasil

A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos junto com a família foi organizada em sigilo e teria como objetivo obter proteção do governo de Donald Trump e ampliar a pressão política sobre o presidente brasileiro reeleito, conforme o portal UOL.
Segundo o portal, o plano teria sido mantido em segredo até mesmo de aliados próximos.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio, afirmou que a última comunicação entre eles ocorreu na manhã de terça-feira (27), quando o senador disse que tiraria um tempo e conversaria com os aliados posteriormente.

Fontes ouvidas pelo portal afirmaram que Flávio viajou em um avião executivo e chegou aos Estados Unidos na tarde de terça. Mais tarde, ele teria se encontrado em Miami com o irmão, Eduardo Bolsonaro, que vive no país desde fevereiro de 2025.
O governo Trump confirmou ao UOL que concederá vistos a Flávio Bolsonaro, à mulher e às duas filhas.
A viagem também teria sido facilitada por contatos entre aliados da família Bolsonaro e integrantes do governo americano, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, próximo de Eduardo Bolsonaro.
Fuga para os Estados Unidos
Mais cedo, a agência Reuters informou, com base em autoridades americanas, que Flávio estava a caminho dos Estados Unidos.
O portal Metrópoles também publicou, com base em pessoas próximas à família, que ele estava em um avião em voo.
As versões sobre o trajeto divergiram. O jornal argentino Infobae disse que ele teria entrado na Argentina por terra e seguido de Puerto Iguazú em jato particular. O Clarín informou que o voo fretado para Miami foi cancelado antes da decolagem.
Autoridades argentinas negaram que o senador tenha pedido asilo ou entrado no país.
Passaportes cancelados e investigação
Anteriormente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia determinado a entrega e o cancelamento dos passaportes de Flávio. No entanto, o candidato derrotado nas eleições presidenciais do Brasil não entregou os documentos à Polícia Federal.
Moraes também proibiu o senador de manter contato com o advogado Willer Tomaz, seu amigo, e de deixar o país. A decisão ocorreu no âmbito de um inquérito do STF que investiga irregularidades no INSS, por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A investigação apura um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e bets. A defesa de Tomaz afirma que as empresas dele são lícitas e que a relação com o senador é de amizade.
