Veja quais países da América Latina têm as maiores taxas de trabalho doméstico

A Organização Internacional do Trabalho alertou que o setor continua sendo marcado pela informalidade, falta de proteção social e predominância feminina.

Trinidad e Tobago, Paraguai e Colômbia são os três países da América Latina e do Caribe com as maiores taxas de trabalho doméstico, que permanece amplamente desvalorizado, informal e sem proteção social adequada.

A informação foi revelada pela Organização Internacional do Trabalho em seu relatório "O estado do trabalho doméstico em 2025: 15 anos após a Convenção número 189".

O título se refere a um acordo internacional assinado em 2011 para proteger esse setor, composto principalmente por mulheres, mas que não foi totalmente implementado.

Globalmente, cerca de 15 milhões de trabalhadores domésticos na América Latina e no Caribe representam 18,6% do total mundial. 

Na análise por país, em Trinidad e Tobago a proporção de trabalho doméstico em relação ao emprego total é de 8,4%, no Paraguai, chega a 7,6%, e na Colômbia, a 6,9%.

A lista dos 10 países da região com os maiores níveis de trabalho doméstico se completa por Argentina (6,4%), República Dominicana (6,3%) e Jamaica (5,8%). El Salvador e Brasil empatam com 5,6%, e Costa Rica e Uruguai com 5,2%.

O relatório também confirma a feminização do trabalho doméstico, visto que 88,6% das pessoas que o exercem são mulheres que prestam serviços essenciais aos lares, como limpeza, culinária e cuidados com crianças, idosos e pessoas com deficiência.

A informalidade permanece alta, em 75,1%, o que significa que essas trabalhadoras não têm contratos ou direitos trabalhistas garantidos por lei.