
Deputados do PT pedem prisão preventiva de Flávio Bolsonaro e alerta vermelho da Interpol

Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ), Rogério Correia (PT-MG) e a parlamentar eleita Ana Elisa (PT-MG) vão pedir à Justiça a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a inclusão do nome dele na lista vermelha da Interpol. O pedido ocorre depois de o senador não entregar os passaportes à Polícia Federal (PF) no prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a informações de que ele fugiu do país a caminho dos Estados Unidos.
"Ele tinha que ter entregue o passaporte, não entregou", afirmou Lindbergh em vídeo publicado nas redes sociais.
🚨 PRISÃO PREVENTIVA E ALERTA VERMELHO DA INTERPOL PARA FLÁVIO BOLSONARO! Ele SABIA que seria investigado e teria que responder pelos crimes que cometeu. UMA VERGONHA! Imagina ter um sujeito desses como presidente do Brasil! https://t.co/2eyjyBKVDv
— Rogério Correia ⭐️ (@RogerioCorreia_) October 27, 2026
Moraes determinou o cancelamento dos passaportes de Flávio, comum e diplomático, e a entrega dos documentos à PF. O ministro também proibiu o senador de manter contato com o advogado Willer Tomaz, seu amigo, e de deixar o país.
Flávio, derrotado por Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, disse em vídeo nas redes sociais, que entregaria os passaportes e que nunca pensou em sair do Brasil. O prazo, porém, venceu sem a entrega dos documentos.
Fuga para os Estados Unidos
A agência Reuters informou, com base em autoridades americanas, que Flávio está a caminho dos Estados Unidos. O portal Metrópoles também publicou, com base em pessoas próximas à família, que ele estava em um avião em voo.
As versões sobre o trajeto divergem. O jornal argentino Infobae disse que ele teria entrado na Argentina por terra e seguido de Puerto Iguazú em jato particular. O Clarín informou que o voo fretado para Miami foi cancelado antes da decolagem. Autoridades argentinas negaram que o senador tenha pedido asilo ou entrado no país.
Alvo de investigações

Flávio é investigado em inquéritos no STF. Um deles apura a relação com Willer Tomaz, alvo da Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades no INSS, por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A defesa de Tomaz afirma que as empresas dele são lícitas e que a relação com o senador é de amizade.
Outro inquérito trata do pedido de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, hoje preso, para financiar o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. O senador nega irregularidades e diz que a produção usou apenas recursos privados.
Rogério Correia disse que o pedido de prisão se baseia nesses casos e em outros episódios, como a suposta desapropriação irregular de uma ilha adquirida pelo jogador Richarlison. Segundo o deputado, o senador teria recebido R$ 72 milhões ligados ao Master e estaria "foragido" por ter articulado uma nova tentativa de golpe caso vencesse a eleição.
Flávio perderá o foro privilegiado ao fim do mandato, em fevereiro de 2027.
