A Polícia Federal (PF) vai acionar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após o senador Flávio Bolsonaro não entregar os passaportes a tempo, informou imprensa. A PF também cancelou os passaportes dele.
O ex-candidato à presidência não entregou seu passaporte à Justiça até o prazo determinado por Moraes. A informação foi confirmada por aliados do senador, que afirmam não possuir informações sobre o paradeiro dele, segundo O Globo.
Segundo interlocutores ouvidos pela mídia, Flávio tinha sinalizado que entregaria o documento à sua equipe jurídica na manhã desta terça-feira, mas não apareceu. "Estamos tão perdidos quanto vocês", disse um aliado.
Notícias de suposta fuga
O site argentino Infobae tinha noticiado que Flávio teria cruzado a fronteira em um voo particular rumo aos Estados Unidos. Ao Metrópoles, o senador e coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, negou que o ex-candidato tenha deixado o país.
As fontes da cúpula da Polícia Federal brasileira também tinham informado que o senador não passou por nenhum ponto regular de migração brasileira nas últimas horas. A Diretoria de Migração da Argentina também afirmou que não registrou a entrada de Flávio no país.
O porta-voz presidencial argentino, Adrián Ravier, negou, em uma coletiva de imprensa, que o senador brasileiro Flávio Bolsonaro tenha solicitado asilo político na Argentina.
Moraes determinou cancelamento de todos os passaportes
O episódio ocorre após o senador afirmar que agentes da Polícia Federal o abordaram quando saía da casa do pai, em Brasília, para comunicar uma decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinava a entrega de seu passaporte e o proibia de deixar o país.
O ministro Alexandre de Moraes determinou o cancelamento de todos os passaportes de Flávio Bolsonaro e que o candidato derrotado nas eleições presidenciais entregue os documentos.
A decisão foi dada em processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e bets.
Os dois confirmam que são amigos, mas negam serem sócios ou qualquer irregularidade.