
'Cosmos bebê': supercomputador simula os primeiros 2 bilhões de anos do Universo

Astrofísicos conseguiram desenvolver a simulação computacional mais detalhada já criada sobre a "infância" do Universo, segundo a Instituição Smithsonian.
Batizado de "Lumina", o modelo foi desenvolvido pelo Centro de Astrofísica — uma colaboração entre o Observatório Astrofísico Smithsonian e o Observatório do Harvard College — e reproduz a evolução do cosmos durante os primeiros 2 bilhões de anos após o Big Bang.

Supercomputador recria os primeiros estágios do cosmos
Para dar forma a esse microcosmo digital, os pesquisadores utilizaram mais de 15 mil unidades de processamento gráfico (GPUs) no Frontier, um dos supercomputadores mais potentes do mundo, localizado no Laboratório Nacional de Oak Ridge, no Tennessee, Estados Unidos.
Graças a essa capacidade computacional, a Lumina abrange um volume 100 vezes maior do que o de seus modelos anteriores, permitindo representar a formação de galáxias individuais e buracos negros dentro de um cubo virtual com 1,5 bilhão de anos-luz de extensão.
O principal autor do estudo, Oliver Zier, destacou que, para compreender as observações do Telescópio Espacial James Webb, é necessário "traduzir as teorias em previsões detalhadas".
Agora, a comunidade científica poderá comparar as simulações da Lumina com os dados captados nas profundezas do espaço, a fim de verificar ou corrigir as leis fundamentais do cosmos.
