
Netanyahu, que apoiou candidatura do 'amigo' Flávio, mantém silêncio após vitória de Lula

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mantém silêncio sobre a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, que conquistou um quarto mandato presidencial.
Com isso, o premiê diverge da postura de diversos líderes internacionais. Representantes da Índia, Coreia do Sul, Rússia, Palestina e África do Sul, além de lideranças da União Europeia parabenizaram o brasileiro pela vitória.

Quando Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno das eleições, com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula, Netanyahu enviou uma mensagem de apoio ao candidato.
"Parabéns pela votação de ontem e boa sorte na final. Espero restaurar a extraordinária amizade entre Israel e o Brasil. Meus melhores votos por sua grande vitória, meu amigo", escreveu o político na ocasião.
Dias depois, ao ser questionado se uma possível vitória de Flávio Bolsonaro poderia significar uma expansão da influência de Israel na América Latina, Netanyahu respondeu que esse processo já estava em andamento.
"Já está acontecendo. Vemos isso na grande onda que varre a América Latina. Acabamos de inaugurar uma embaixada em Jerusalém em conjunto com a Colômbia", afirmou.
"É muito possível que isso aconteça — e espero que seja em breve — com a vitória de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais brasileiras. Bum! Mudanças. Então temos muitos amigos lá", acrescentou.
Lula é uma das principais vozes internacionais na condenação das ações de Israel na Faixa de Gaza. O presidente brasileiro tem defendido publicamente os direitos do povo palestino e criticado a ofensiva israelense, posição que contribuiu para o agravamento das relações diplomáticas entre Brasília e Tel Aviv.

