O regime de Kiev busca criar uma zona inabitável contaminada por radiação na região de Zaporozhie, denunciou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.
Segundo a porta-voz, Kiev intensificou os ataques à usina nuclear de Zaporozhie, a maior da Europa, e à cidade vizinha de Energodar.
"As autoridades de Kiev, tendo sucumbido completamente à loucura, intensificaram os ataques direcionados contra a usina nuclear de Zaporozhie e sua cidade vizinha, Energodar, onde vivem tanto os funcionários da usina, que continuam desempenhando heroicamente suas funções profissionais em condições extremamente difíceis, quanto seus familiares", declarou.
Zakharova explicou que, no início desta semana, as Forças Armadas da Ucrânia atacaram instalações de caráter estritamente civil, como uma escola de artes e um quartel do serviço de bombeiros e resgate do Ministério de Situações de Emergência da Rússia.
"É evidente que, sem conseguir atacar diretamente a usina nuclear de Zaporozhie, o regime de Kiev continua fazendo tentativas inúteis de desestabilizar o funcionamento da instalação por meio da intimidação de seus funcionários", destacou.
"Essas ações criminosas demonstram claramente que o único e verdadeiro objetivo de Zelensky e de sua junta é aumentar o número de vítimas e criar uma zona sem vida contaminada por radiação em Zaporozhie", concluiu a porta-voz.
A usina de Zaporozhie é a maior central nuclear da Europa em capacidade bruta de geração, com 6.000 megawatts.
A usina nuclear e a cidade vizinha de Energodar são alvos frequentes das forças do regime de Kiev, que, apesar das advertências de vários países, continuam danificando suas instalações.
A Rússia responsabiliza por essas "provocações extremamente perigosas" não apenas a Ucrânia, mas também os países que a apoiam com armas, inteligência, recursos financeiros e treinamento militar.