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Filme de terror? Homem que vivia em esgoto é preso por assediar e perseguir crianças

Mãe de uma das vítimas alegou que o indivíduo assediou seus filhos a partir de um bueiro e acredita que ele também invadiu sua casa e arrombou a porta de seu carro.
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Um homem do Condado de Baltimore, nos EUA, foi preso após uma mãe denunciá-lo por assediar e perseguir repetidamente seus filhos a partir de um esgoto onde ele supostamente morava. A mulher, identificada como Unique Wiggins, disse à WJZ-TV que inicialmente não acreditou nas histórias de seus filhos, que afirmavam que um homem falava com eles do subsolo.

Wiggins começou a se preocupar quando sua filha a procurou. "Era uma sexta-feira, e minha filha, que tem 21 anos, me ligou, muito assustada. Eu perguntei: 'O que houve?' E ela disse: 'Mãe, estou com medo. O homem me disse que eu não posso andar por aqui e que devo me esconder.' E eu perguntei: 'Que homem?' E ela respondeu: 'O homem do esgoto'", relembrou.

Diante das repetidas reclamações dos filhos, a mulher decidiu tentar descobrir o que estava acontecendo. "Fui até o pequeno bueiro e ouvi alguém cantando, e pensei: 'Isso é inacreditável'", relatou. Ela disse à pessoa para parar de perseguir seus filhos, ao que o indivíduo, segundo Wiggins, respondeu: "Não, diga a eles para me deixarem em paz". "E eu disse a ele: 'Não é possível que eles estejam te incomodando, e você está em um bueiro'", disse a mulher. De acordo com a queixa, o homem havia falado com seus filhos e os perseguido pela rua; além disso, Wiggins também suspeita que ele tenha invadido sua propriedade e forçado a fechadura de seu carro.

Endereço desconhecido

Autoridades do Gabinete do Xerife do Condado de Baltimore confirmaram que o homem foi preso por invasão de propriedade, mas liberado sob fiança, sem especificar as acusações. Inicialmente, foi emitida uma ordem de restrição temporária, que expirou dias depois sem que o homem fosse notificado, pois seu endereço constava como desconhecido. 

Wiggins expressou sua frustração com a resposta das autoridades, explicando que os policiais lhe disseram que os esgotos e ralos eram propriedade pública, o que limitava sua capacidade de intervir. O Departamento de Polícia, por sua vez, afirmou em um comunicado à imprensa que continua a tratar das preocupações dos moradores "enquanto este processo segue pelo sistema legal".