
Itália reavalia extradição de Carla Zambelli em nova etapa judicial

A Justiça italiana deve analisar amanhã o pedido de extradição de Carla Zambelli, ex-deputada brasileira condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por perseguir um homem armado após uma discussão política nas ruas de São Paulo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, informa o Metrópoles.
A audiência estava prevista para ocorrer daqui a 3 dias, mas houve uma mudança na data devido a um erro de comunicação, segundo a defesa da ex-parlamentar.
Os juízes não irão reexaminar a condenação imposta no Brasil, mas verificar se a solicitação de extradição atende às exigências da legislação italiana e dos acordos internacionais aplicáveis.
A audiência havia sido adiada anteriormente por uma greve de advogados criminalistas na Itália.

Defesa cita garantias médicas e contesta retorno ao Brasil
Em julho, a Corte de Cassação italiana anulou uma decisão favorável à extradição devido à falta de garantias sobre a assistência médica que Zambelli receberia na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, e ela permanece em liberdade na Itália desde maio.
O advogado brasileiro da ex-deputada, Eduardo Maurício, declarou estar confiante em uma decisão contrária à extradição, enquanto a defesa já havia alegado que o retorno ao Brasil equivaleria a uma "sentença de morte".
- Além da pena relacionada ao episódio com a arma, Zambelli recebeu 10 anos e 8 meses de prisão pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), caso em que a Justiça italiana também rejeitou o pedido de extradição por considerar que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes não poderia julgar o processo por ser, ao mesmo tempo, "juiz e vítima" dos atos investigados.
