A Arquidiocese Católica Romana de Nova York chegou a um acordo histórico para pagar mais de US$ 800 milhões a 1.300 pessoas que alegam ter sofrido abuso sexual por padres e outros membros da instituição quando eram menores de idade, informou o The New York Times.
Advogados dos demandantes confirmaram que o acordo foi finalizado e aceito por todos os afetados, embora um porta-voz da arquidiocese tenha observado que as partes ainda estavam trabalhando para finalizar o documento, segundo o jornal.
Os termos da proposta estipulam que cada demandante terá a opção de receber um pagamento único de pelo menos US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) ou uma quantia potencialmente maior após uma avaliação da gravidade do abuso sofrido.
O acordo encerra um período de sete anos que ameaçou levar à falência a maior arquidiocese católica dos Estados Unidos. O processo enfrentou obstáculos devido à resistência de alguns demandantes, que consideraram a proposta insuficiente para compensar os danos sofridos, e à morte de algumas das vítimas.
Para persuadir os requerentes relutantes, a arquidiocese negociou com uma de suas seguradoras para aumentar os fundos destinados àqueles que se opuseram ao acordo inicial. Eles receberão agora um total de US$ 20 milhões, distribuídos igualmente entre eles.
Por sua vez, o arcebispo Ronald Hicks informou aos padres que o acordo deveria ser assinado durante a semana, de acordo com um e-mail publicado pelo The Good Newsroom, o veículo de comunicação oficial da arquidiocese.