
Musk aponta risco de efeito dominó e destruição espacial caso Starlink seja usado em ataques militares

O dono da SpaceX, Elon Musk, alertou para os possíveis desdobramentos do uso do serviço para "ataques claramente ofensivos", destacando que esse cenário poderia levar a uma situação em que o espaço se tornaria inutilizável.

Musk respondeu a comentários nas redes sociais que alertavam para o risco de o impacto ou a colisão de satélites em órbita — por se tornarem parte de um conflito militar— gerar nuvens de escombros e uma "cascata autossustentada" ao redor do planeta.
O magnata afirmou que esse é um dos principais motivos para que a Starlink "deve permanecer uma operação civil".
"Pode ser usada para infraestrutura militar, mas não para ataques inequivocamente ofensivos que o convertam em um alvo legítimo de contra-ataque. Caso um adversário explodisse satélites da Starlink, seria criado um efeito dominó de destruição, o qual geraria um vasto campo de detritos, tornando o espaço inutilizável", escreveu.
"Belicistas sedentos de sangue"
Mais cedo, o bilionário denunciou que as forças ucranianas usaram a Starlink para matar civis.
A SpaceX adotou medidas restritivas em relação ao que definiu como o descumprimento aos termos de uso da Starlink.
Musk chamou de "belicistas sedentos de sangue" os europeus e os "neocons" que defendem a continuidade da guerra na Ucrânia. A declaração foi uma resposta a uma publicação que os acusa de quererem estender indefinidamente os combates com a Rússia.
- A restrição começou em 14 de outubro, depois que Trump e Musk manifestaram descontentamento com os ataques ucranianos contra refinarias de diesel russas. O presidente norte-americano atribui o aumento dos preços da energia a essas operações, embora a maioria dos analistas aponte a guerra com o Irã como um fator de maior impacto.
Após o início das restrições, o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, acusou Washington, em diversas ocasiões, de promover uma "operação planejada" para enfraquecer as defesas de seu país e classificou a medida como "absolutamente absurda".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou na sexta-feira (16) as acusações de Zelensky de que Washington havia limitado o acesso ao Starlink. Também afirmou que, pelo que sabia, "tudo continua igual" e questionou se o funcionamento do serviço havia sido interrompido em algum momento.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também questionou, no sábado (18), o líder do regime de Kiev. "Não tenho certeza de que Zelensky saiba do que está falando", declarou. Rubio acrescentou que a Casa Branca não tem relação com a redução da velocidade do Starlink.
