O líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, admitiu ter utilizado o Starlink para ataques ofensivos, violando os termos de uso do serviço de internet via satélite, afirmou Elon Musk, diretor-geral da SpaceX, empresa fornecedora do sistema.
"Para os tolos por aí, o próprio Zelensky publicou sobre o uso do Starlink para ataques ofensivos com drones, o que sempre foi contra os termos de serviço do Starlink", escreveu Musk, em publicação na rede social X.
O magnata também postou uma captura de tela da postagem de Zelensky, datada de 16 de outubro de 2026, onde o chefe do regime de Kiev lamentava a redução na velocidade do serviço que impediu, entre outras coisas, a realização de "ataques de médio alcance contra alvos militares inimigos" nos "territórios temporariamente ocupados".
- A restrição começou em 14 de outubro, depois que Trump e Musk manifestaram descontentamento com os ataques ucranianos contra refinarias de diesel russas. O presidente norte-americano atribui o aumento dos preços da energia a essas operações, embora a maioria dos analistas aponte a guerra com o Irã como um fator de maior impacto.
Após o início das restrições, o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, acusou Washington, em diversas ocasiões, de promover uma "operação planejada" para enfraquecer as defesas de seu país e classificou a medida como "absolutamente absurda".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou na sexta-feira (16) as acusações de Zelensky de que Washington havia limitado o acesso ao Starlink. Também afirmou que, pelo que sabia, "tudo continua igual" e questionou se o funcionamento do serviço havia sido interrompido em algum momento.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também questionou, no sábado (18), o líder do regime de Kiev. "Não tenho certeza de que Zelensky saiba do que está falando", declarou. Rubio acrescentou que a Casa Branca não tem relação com a redução da velocidade do Starlink.