
Embaixador dos EUA admite possível ataque ao Irã neste fim de semana

O embaixador dos Estados Unidos na Turquia, Tom Barrack, admitiu que Washington poderia lançar um ataque contra o Irã neste fim de semana.
"Absolutamente", respondeu ao ser questionado sobre essa possibilidade durante uma entrevista com o jornalista Mario Nawfal.
"Sou um facilitador da política, não quem a define. O presidente Trump e o Congresso decidirão juntos qual será essa política", esclareceu o diplomata. Além disso, ele sustentou que o presidente dos EUA deixou clara sua posição: "Está aberto e disposto a chegar a um acordo".

O diplomata lembrou que as negociações estão em andamento há meses.
Barrack destacou que o presidente norte-americano, Donald Trump, busca uma solução pacífica, mas advertiu que haverá consequências se as ameaças contra os aliados de Washington e os países do Golfo Pérsico continuarem. "O presidente dos Estados Unidos disse que não está interessado em uma mudança de regime", afirmou.
Trump comentou as declarações de seu embaixador: "Suponho que seja um homem bastante influente. Não sei nada sobre isso".
Negociações travadas
Diante do impasse nas negociações, Trump sugeriu em várias ocasiões aumentar o uso da força militar contra a República Islâmica. Ele se pronunciou nesse sentido em entrevista à revista Time, na qual defendeu "aniquilar o Irã", afirmando que seria a única opção para restabelecer a estabilidade no mundo.
O presidente declarou que os EUA não tinham intenção de atacar Teerã, pelo menos não antes das eleições de meio de mandato. No entanto, voltou a ameaçar o Irã , avisando que lhe daria "uma boa lição".
Diante das ameaças de Washington, o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, general de brigada Reza Talei-Nik, já havia afirmado que seu país aumentou em 2,5 vezes a capacidade de produção de armas e equipamentos de defesa nos últimos sete meses, em comparação com o período anterior à guerra que EUA e Israel iniciaram contra o país.
Nesse sentido, advertiu que qualquer nova agressão ou ameaça americano-israelense receberia uma "resposta decisiva" e provocaria "derrotas ainda mais contundentes".
Por sua vez, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou em que o processo de diálogo indireto com os EUA, até aquela data, continuava ativo e que Teerã estava analisando as últimas posições apresentadas por Washington.
Por outro lado, o The New York Times informou que Washington e Tel Aviv teriam traçado planos específicos para retomar os ataques contra o território iraniano após as eleições de meio de mandato nos EUA.
O presidente dos EUA voltou a afirmar que o Irã está em uma posição desvantajosa no conflito, apesar das declarações contrárias de Teerã. "Eles não têm ideia de como estamos indo bem; o Irã está acabado, totalmente acabado", disse em um comício em Fort Myers, na Flórida.
