
Polícia investiga série de mortes de bebês em hospital de São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar uma série de mortes de bebês ao longo de 2026 no Hospital Salvalus, na Mooca, Zona Leste da capital paulista, segundo o Metrópoles.
De acordo com informações da polícia, os bebês teriam contraído infecções no ambiente hospitalar e morrido em decorrência de sepse ou choque séptico, além de outras complicações.
O 8º Distrito Policial (Brás) investiga seis casos, mas a reportagem obteve 16 certidões de óbito. Uma advogada que representa os pais das vítimas disse estar em contato com 36 mães que perderam os filhos nos últimos meses no hospital, da rede HapVida. O número de mortes, porém, pode ser bem maior.

Causas de mortes suspeitas
Em um dos casos, ocorrido em abril de 2026, um bebê de 4 meses foi atendido pelo hospital após apresentar inflamação na garganta.
Dias depois, a criança morreu de choque séptico, encefalopatia hipóxico-isquêmica, sepse e pneumonia. A infecção pulmonar evoluiu sem diagnóstico inicial adequado e causou necrose no pé onde foram aplicados medicamentos intravenosos.
Em outro caso, um recém-nascido de um mês foi internado no Salvalus em março. Na unidade, passou por cirurgia e recebeu medicação. Após o medicamento, o bebê começou a apresentar sintomas estranhos, e a mãe suspeitou de uma infecção bacteriana.
Depois, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória. O bebê foi socorrido, intubado e teve a alimentação suspensa sob suspeita de "intoxicação". Pouco antes de morrer, no início de maio, sofreu uma nova parada.
Outra menina morreu com apenas 1 ano de idade. No hospital, ela apresentou sinais de infecção bacteriana no cérebro; a mãe suspeita de que tenha havido contaminação cruzada no ambiente hospitalar.
O que diz o hospital
Em nota, a rede HapVida, à frente do Salvalus, afirmou que "os pacientes mencionados apresentaram condições clínicas distintas e de elevada gravidade, tendo cada um deles recebido assistência contínua e multidisciplinar, com suporte de uma estrutura hospitalar de alta complexidade e atuação integrada de profissionais de diversas especialidades".
Segundo a rede, "as condutas terapêuticas foram individualizadas, considerando as necessidades de cada paciente e a evolução de seus quadros clínicos".
"Por meio de sua diretoria de acolhimento, a unidade mantém um canal aberto de diálogo, colocando-se à disposição para ouvir e prestar os esclarecimentos necessários, com respeito à privacidade e ao sigilo médico", finalizou a nota.

