A influenciadora Malévola Alves afirmou ter sofrido assédio sexual durante a detenção no Egito. Segundo ela, agentes tocaram seu corpo enquanto ela era transportada em um camburão para retornar ao Brasil.
"Quando a gente estava lá no camburão para voltar para o Brasil, eles colocaram a mão no meu peito e queriam assediar a minha amiga. E meio que a gente teve que deixar", relatou ao portal LeoDias.
Uma amiga de Malévola, que também foi detida, afirmou que as autoridades "deram a entender que se fizessem alguma coisa conosco, colocassem as mãos no nosso corpo ou fizessem alguma coisa com a gente, a gente teria acesso ao celular, mas foi mentira", contou.
A amiga também relatou que, após os episódios, as duas foram levadas para outra sala do aeroporto.
Malévola disse ainda que não recebeu assistência adequada durante a detenção. "Não deram água, não deram comida, não deram nenhum tipo de tratamento. Pegaram nossos celulares e pediram a senha", afirmou.
A amiga relatou medo de que as autoridades encontrassem imagens íntimas em seu aparelho e afirmou que temia uma revista corporal. "E graças a Deus não fizeram essa revista, porque eu acho que poderia ter sido pior", declarou.
Detenção e retorno ao Brasil
Malévola e a amiga foram detidas em Alexandria após a divulgação de vídeos nas redes sociais. Segundo o Ministério do Interior egípcio, as gravações mostrariam comportamentos de conotação sexual e assédio a pedestres em locais públicos.
A influenciadora foi liberada após pagar fiança de 110 mil libras egípcias, o equivalente a cerca de R$ 10 mil, e retornou ao Brasil. Ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, classificou o episódio como transfobia e denunciou maus-tratos por parte das autoridades egípcias.