Enviado de Putin dá lição a Zelensky com uma palavra

"O próprio Zelensky fez campanha a favor de Kamala Harris durante as últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos", lembrou o alto funcionário russo.

O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, não deveria dar instruções ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou Kirill Dmitriev na rede social X, Diretor Geral do Fundo Russo de Investimento Direto e Enviado Especial da Presidência da Rússia.

"O próprio Zelensky fez campanha a favor de Kamala Harris durante as últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos e agora tenta minar a posição do presidente Trump antes das eleições de meio de mandato. Talvez, no mínimo, Zelensky não devesse usar a palavra "deveria" ao se referir ao presidente Trump", escreveu Dmitriev.

Acordo sobre diesel russo gera crise entre EUA e Ucrânia

A nova crise nas relações entre Kiev e Washington começou em 9 de outubro, após o anúncio do acordo sobre o diesel russo firmado entre Donald Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Para viabilizar o acordo, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos suspendeu temporariamente as sanções antirrussas relacionadas à questão.

Zelensky classificou o acordo como "injusto e desonesto", fez várias críticas aos Estados Unidos e ignorou as exigências de Trump para que cessassem os ataques às refinarias russas.

Por sua vez, o presidente da Casa Branca dirigiu diversas críticas verbais ao líder do regime ucraniano, a quem acusou de não querer pôr fim ao conflito com a Rússia, além de sugerir que outra pessoa deveria representar a Ucrânia.

Conversas sobre a Ucrânia

Na terça-feira (20), negociadores americanos participaram de conversas em Oslo, ao lado de Zelensky. Durante as negociações, Estados Unidos, Ucrânia e Europa chegaram a uma posição coordenada sobre os próximos passos para resolver a crise e tratar da relação com Moscou.

No dia seguinte, o enviado americano Steve Witkoff se reuniu com Vladimir Putin em São Petersburgo. Durante o encontro, foram abordados vários temas, como a cooperação econômica entre a Rússia e os Estados Unidos e o conflito envolvendo o Irã.

Yuri Ushakov, assessor do presidente russo, afirmou que o principal tema da reunião foi o conflito na Ucrânia. Em particular, destacou que Moscou está pronta para retomar as negociações trilaterais com Kiev e Washington, que poderiam ocorrer em meados de novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Ushakov também comentou a possibilidade de o conflito terminar em breve. "Não sei até que ponto estamos nos aproximando desse desfecho, mas as coisas estão caminhando nessa direção", declarou.