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China defende cooperação com Rússia no Ártico e condena 'mentalidade de Guerra Fria'

As tensões no Ártico aumentaram depois que a União Europeia anunciou uma nova estratégia de segurança para a região, que menciona Pequim e Moscou.
China defende cooperação com Rússia no Ártico e condena 'mentalidade de Guerra Fria'Pavel Lvov / Sputnik

A China declarou que se opõe ao uso de uma "mentalidade de Guerra Fria" para alimentar tensões no Ártico, após a União Europeia (UE) demonstrar preocupação com a crescente cooperação entre Pequim e Moscou na região.

A UE anunciou uma nova estratégia de segurança para o Ártico, que prevê ampliar a vigilância marítima, proteger infraestruturas submarinas e reforçar a frota europeia de quebra-gelos.

"Com a crescente presença e as ambições da Rússia e da China, o Ártico tornou-se um campo de batalha pelo poder global", afirmou Kaja Kallas, alta representante da UE para a Política Externa.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que as atividades chinesas na região buscam promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável, em conformidade com o direito internacional.

"Dividir os países em blocos com base em uma mentalidade de Guerra Fria e incitar confrontos geopolíticos não contribui para a paz, a estabilidade nem o desenvolvimento no Ártico", declarou Mao em resposta a uma pergunta da RT durante uma coletiva de imprensa.