Inferno nas trincheiras: fome e morte entre os soldados ucranianos

Um prisioneiro de guerra ucraniano denuncia as condições enfrentadas pelos soldados de seu país nos combates.

Um militar ucraniano capturado por soldados russos contou as duras condições que enfrentou nas fileiras do Exército de seu país e como foi detido por recrutadores do regime de Kiev após deixar ilegalmente sua unidade.

Depois de desertar, o homem — identificado como Anatoli Kropotov — estava em Odessa, onde foi capturado por funcionários de um centro territorial de recrutamento. 

"Não tivemos mais treinamento", recordou diante da câmera, acrescentando que o mantiveram detido por alguns dias para enviá-lo ao front o mais rápido possível, "alegando que havia pouca gente".

Ele denunciou que o comandante de sua brigada manda para a linha de frente homens casados, que têm filhos, assegurando que ele o faz até com "algum remorso".

Por fim, Kropotov contou que, já nas trincheiras, os soldados não recebiam rações da retaguarda.

"As pessoas morrem de fome e se matam por comida, tentando  sobreviver", revelou.

A mobilização forçada e em massa na Ucrânia está afetando cada vez mais os homens com deficiência e inaptos para o serviço militar, de acordo com relatos vindos do país, onde se estima que quase 70% dos mobilizados tenham limitações médicas, incluindo vícios e doenças crônicas.