
Padre italiano pode se tornar o 1° santo do Mato Grosso do Sul

A Arquidiocese de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, abriu o inquérito diocesano para a beatificação do padre italiano João Crippa, missionário salesiano que morreu em 1941.
O religioso poderá se tornar o primeiro santo do estado caso o processo avance até a canonização. A informação foi publicada pelo portal O Globo.
A investigação foi autorizada pelaSanta Sé por meio de um documento chamado Nihil Obstat, que permitiu a abertura da causa e a concessão do título de Servo de Deus ao sacerdote.
O procedimento vai reunir documentos sobre sua vida, suas virtudes e relatos de possíveis milagres atribuídas à sua intercessão.

Quem foi Crippa
Nascido como Giovanni Crippa, na Itália, ele integrou a Congregação Salesiana e conviveu com seu fundador, São João Bosco. Antes de chegar ao então estado do Mato Grosso, o padre passou pelo Uruguai, onde iniciou seu trabalho missionário na América do Sul.
Em Campo Grande, participou da criação da Paróquia São José e do Oratório São José. Também mobilizou recursos para a construção do Colégio Salesiano Dom Bosco e colaborou na fundação do Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora.
Além da atuação religiosa e educacional, Crippa prestou assistência a indígenas, detentos e pessoas em situação de vulnerabilidade. O sacerdote também colaborou para a organização da Santa Casa de Campo Grande como associação.
O padre morreu em Três Lagoas, em 1941. Dez anos depois, seus restos mortais foram transferidos para Campo Grande, a pedido de moradores, e atualmente estão sepultados na Paróquia São José, na região central da capital.
Caminho da santidade
Os preparativos para o processo começaram cerca de três anos antes da abertura do inquérito, com a formação de uma comissão responsável por reunir documentos e encaminhar a solicitação ao Vaticano.
A causa conta com a participação do postulador italiano Paolo Vilotta, que também atuou no processo de canonização da freira baiana Irmã Dulce.
A investigação também examinará cartas e relatos de graças e milagres atribuídos à intercessão de Crippa, incluindo mensagens deixadas espontaneamente por fiéis junto ao seu túmulo.
A abertura do processo não garante a beatificação ou a canonização. Após a conclusão da fase diocesana, os documentos serão enviados às autoridades da Igreja.
Em regra, a beatificação exige o reconhecimento de um milagre, enquanto a canonização costuma depender da comprovação de um segundo milagre ocorrido após a beatificação.
