EUA vão utilizar água de Itaipu para abastecer data center de IA

Parceria com desenvolvedora do Paraguai foi anunciada durante visita de autoridades do governo Donald Trump ao país sul-americano.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou um "acordo de parceria estratégico" entre uma empresa do país norte-americano e outra do Paraguai, que tem como objetivo construir uma estrutura de computação abastecida pela energia da usina hidrelétrica de Itaipu, na fronteira com o Brasil.

Assinaram o tratado a Crusoe, norte-americana responsável por desenvolver infraestrutura para inteligência artificial, e a Araico, desenvolvedora paraguaia de projetos de energia e infraestrutura. A primeira fase do projeto está prevista para entrar em operação em meados de 2027.

"A instalação se conectará diretamente a uma das maiores fontes de energia hidrelétrica 100% renovável do mundo e atenderá clientes de nuvem tanto nos Estados Unidos quanto na América Latina", afirmou o governo dos EUA.

"Novas oportunidades"

O tratado foi anunciado durante uma visita do vice-secretário de Estado norte-americano, Christopher Landau, ao Paraguai, iniciada em 19 de outubro e encerrada em 21 de outubro. Durante esse período, a autoridade dos EUA se reuniu com o presidente paraguaio, Santiago Peña, e com o chanceler Rúben Ramírez Lezcano.

Segundo o órgão, a viagem teve como foco "aumentar os investimentos dos EUA e abrir oportunidades para empresas americanas nas áreas de tecnologia, minerais essenciais, infraestrutura fluvial e logística".

O secretário de Estado assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental,Juan Pablo Segura, comentou a visita à usina hidrelétrica. Em publicação nas redes sociais, destacou o potencial energético paraguaio e as possibilidades de parcerias.

"A segurança energética é segurança econômica. A represa de Itaipu demonstra o enorme potencial do Paraguai como centro energético regional, onde as empresas norte-americanas podem acessar energia acessível e confiável. São recursos como este que podem criar novas oportunidades para a inovação e o investimento norte-americanos, e para uma cooperação econômica mais profunda entre nossos dois países", declarou.