O presidente dos EUA, Donald Trump, explicou por que não está impondo novas sanções à Rússia neste momento.
"Muita gente estúpida — gente que não entende como a vida funciona — estava perguntando: 'Por que vocês não impõem sanções à Rússia e tudo mais no meio de uma negociação?'", começou Trump, falando na Casa Branca, em 21 de outubro.
A esse respeito, ele especificou que recentemente teve algumas conversas "muito boas" com o presidente russo Vladimir Putin.
"Estamos negociando com a Rússia neste momento sobre a Ucrânia. Podemos estar perto de um acordo, pela primeira vez em muito tempo", afirmou o presidente dos EUA. "Quando se está perto de um acordo e as negociações são muito delicadas, não se impõem sanções", observou ele.
Avanços nas negociações
No mesmo dia, o presidente russo Vladimir Putin se reuniu com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, em São Petersburgo. Durante o encontro, eles discutiram diversos temas, incluindo a cooperação econômica entre os dois países e o conflito com o Irã. O negociador Jared Kushner não participou da reunião em São Petersburgo. Devido a problemas de saúde, ele decidiu não viajar para a Rússia.
Ao comentar sobre as negociações, o conselheiro presidencial russo Yuri Ushakov confirmou que o principal tema era o conflito ucraniano. Ele acrescentou que Moscou está pronta pararetomar as conversas trilaterais com Kiev e Washington, que poderiam ocorrer em meados de novembro. Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, é uma provável cidade anfitriã.
Ushakov também abordou a possibilidade do conflito terminar em breve. "Não sei o quão perto estamos, mas as coisas estão caminhando nessa direção", afirmou.
Em 20 de outubro, Steve Witkoff participou de conversas realizadas em Oslo com o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky. Jared Kushner participou virtualmente. Na reunião em Oslo, os Estados Unidos, a Ucrânia e a Europa definiram uma posição coordenada sobre os próximos passos para resolver a crise e abordar a relação com a Rússia.
De acordo com uma fonte que falou com o jornalista Barak Ravid, da Axios, as consultas realizadas na Noruega foram produtivas e construtivas.